No centro aristocrata de Lisboa, debruçado sobre o Tejo, fica situado o Palácio da Rocha do Conde d’Óbidos, também conhecido como o Palácio da Cruz Vermelha Portuguesa.

Este Palácio foi mandado construir no segundo quartel do século XVII, por D. Vasco de Mascarenhas, alcaide-mor e 1.º Conde d`Óbidos. Em 1919, por escritura lavrada a 30 de Junho, entre D. Pedro de Mello d’ Assis Mascarenhas, 11º Conde d’ Óbidos, e o General Joaquim José Machado, 8º Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, é adquirido, por 65 contos, pela Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha. À data da compra, a área nobre do palácio estava alugada ao Club Inglês. Posteriormente, com a autorização da Cruz Vermelha Portuguesa, nele funcionou a Secretaria da Academia Portuguesa de História. Foi, ainda, residência de Jorge Colaço, autor do painel de azulejos exposto no Terraço e serviu, durante a Segunda Guerra Mundial, de enfermaria aos prisioneiros das potências beligerantes. As características e indiscutível beleza do Palácio da Rocha do Conde d’ Óbidos reconhecido em 1993, como imóvel de interesse público, despertaram, desde muito cedo, interesse para o seu aproveitamento para a organização de eventos sociais e culturais.

Aliando quatro séculos de história e um valioso património arquitetónico e artístico, este Palácio foi o local escolhido pela Ana Rita e pelo Gonçalo para a cerimónia do seu casamento.

Com uma vista deslumbrante sobre o rio Tejo, a área nobre do Palácio da Rocha do Conde d’Óbidos é composta por seis sumptuosos salões – Conselho Supremo, Parábolas, D. João de Castro, Grinaldas, Mitologia e de Jantar, todos estes revestidos de painéis de azulejos do tipo do século XVIII. Neste piso existem também uma Biblioteca renascentista e uma pequena Capela. Do património artístico do Palácio, destacam-se as pinturas ornamentais, os lustres magníficos, os tetos apainelados e o diverso mobiliário antigo.

O Terraço, contíguo aos salões, permite ampliar estes espaços e utilizar um toldo, sempre que necessário. Daqui pode-se desfrutar de uma vista única sobre as docas da Rocha e de Alcântara, na margem direita, e a Ponte 25 de Abril, o Cristo-Rei, Almada e Cacilhas, na margem esquerda do rio Tejo.